MEUS colegas foram bastante enfáticos em explanar o tópico em pauta, como poder ser observado abaixo. Sobra-me pouco a acrescentar. Faço-o, portanto, comentando o que aspira a SBC, Sociedade Brasileira de Computação, que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da área nos setores de ensino, pesquisa científica e tecnológica da Computação no país.
A SBC é, como o próprio nome (ou sigla) indica, uma sociedade formada por profissionais da área de Informática e membros da comunidade técnico-científica da Computação brasileira.
O cenário idealizado pela SBC para o exercício das atividades de Informática no País é caracterizado pelos seguintes elementos conciliadores dos diversos interesses da Sociedade e dos profissionais:
1. regime de liberdade ao trabalho na profissão de Informática em todo o País; competência profissional e posse do conhecimento como principais diferenciais a serem utilizados pela Sociedade e pelas empresas na contratação de serviços profissionais;
2. valorização do diploma de cursos superior como instrumento diferenciador de capacidade tecno-científica e indicador de elevado potencial de competência profissional;
Tendo em vista a não contraditoriedade das duas mudanças supracitadas concordo que o mercado requer pessoal habilitado, não necessariamente com um curso técnico ou superior. No entanto a valorização de um diploma é, sem sombra de dúvida, imperativa para estimular a especialização, e fazer com que o setor avance em sentido econômico e em prestígio. Para tanto, porém, deve haver uma política de incentivo, pois os custos com cursos de computação, em geral, são altos.
3. uso do controle de qualidade de produto para garantia da satisfação do consumidor;
4. uso da legislação pertinente (Cível, Penal, Comercial, Código do Consumidor, etc) para resolver divergências, punir irregularidades e promover a defesa de direitos;
5. sindicatos atuantes para defender os interesses legítimos da categoria profissional;
6. conselho de Auto-Regulação atuante para a defesa da Sociedade por meio da vigilância do cumprimento da ética e de defesa da área do ponto de vista ético e político.
A relação entre o profissional em computação e o “consumidor” é tudo, menos pacífica. Sempre há queixas. Assim é preciso um canal de comunicação e um setor que satisfaça os direitos tanto dos profissionais quanto do “consumidor”.
O que observamos é uma constante luta para conciliar direitos aparentemente conflitantes. Visto que ninguém gosta de ceder um pouco para manter a ordem, os esforços são maiores e a batalha nunca termina...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
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